Hoje é dia 03 de março de 2010 e, assim como muitos outros brasileiros, estou desesperado. O ano, aqui neste país, está começando somente agora. O Carnaval já se foi e com ele, minhas perspecivas formais de estabilidade profissional. Digo isso porque sou jornalista de formação e fotógrafo por paixão. Há um pouco mais de um ano fui demitido do cargo de Assessor de Imprensa da Secretaria de Assistência Social da cidade de Ponta Grossa (SMAS). No "bolo" de cortes feitos na época, deixei de escrever sobre os trabalhos realizados pelas entidades assistênciais ligadas à Secretaria citada. Esta foi a maior perda: os amigos. Profissionalmente foi uma verdadeiro empurrão para frente. As inúmeras histórias de superação publicadas durante os três anos e meio como assessor de imprensa da SMAS, principalmente relacionadas à pessoas com algum tipo de deficiência, ajudaram-me a aguentar firme os dias de incerteza e serviram de incentivo para eu arriscar e seguir rumo ao meu sonho. Investi boa parte das minhas economias em equipamento fotográfico e me lancei na carreira. Aluguei um apartamento espaçoso bem no centro da cidade para morar e montar meu estúdio, separei um tanto da recisão para o pagamento do aluguel e do financiamento da "Clara", nome dado a minha motocicleta em homenagem à minha sobrinha. Daí para frente comecei a traçar alguns planos para viver da fotografia. Uma semana depois de tudo isso feito, fui convidado à participar de um projeto referente a um jornal semanal. Resultado? Aceitei e tive que arcar com dispesas desnecessárias relacionadas ao apartamento, que, apartir daquele momento, não tinha mais o porque ser tão grande, já que eu não iria mais utilizar o espaço do estúdio.
No início, o projeto do jornal me deixou bastante intusiasmado, principalmente pelo projeto gráfico. Fotos estouradas (ampliadas) nas páginas, todas coloridas, e uma proposta de imagens fora do clichê fizeram com que eu me dedicasse exclusivamente ao jornal. Com o tempo, problemas inerentes à atividade (jornal) foram surgindo e o bom e velho tesão foi esmaecendo. Mas ainda assim, até o presente momento, estou por lá. A diferença é que, no início, eu e meus colegas de trabalho, eramos funcionários da empresa e hoje, trabalhamos como "freelas". A remuneração foi alterada e com o que eu recebo hoje, não consigo pagar as contas. Minhas economias permitem que eu fique por aqui por mais três meses, porém, existe um detalhe muito importante a ser apresentado à você. Eu não quero ir embora! Os motivos são muitos.
1º Tenho uma pessoa de que não quero me afastar. Minha namorada está na faculdade e têm mais dois anos, contanto com este, para concluir o curso. Sua família é daqui e não têm o porquê seguir, para sabe lá onde, um foto-jornalista sonhador sem rumo.
2º Muitos são os colegas que farão falta. Sou motociclista e gosto de viajar, conhecer pessoas e participar de encontros e aniversários relacionados ao segmento. E faço isso com frequência.
3º Se aqui está difícil, porque seria diferente em outro lugar? O país é o mesmo, o governo é o mesmo, a moeda é o mesma, a educação é a mesma e por aí vai.
4º Neste exato momento, seria mais caro sair da cidade do que enfrentar a bronca. Multas de recisão disso e daquilo, como por exemplo, aluguel, telefone, internet e tals.
E assim seguem os motivos. Minha situação se agrava em função da seguinte realidade: o mercado está fechado para mim. Os profissionais da minha área, além de competentes, não pensam em largar o osso. Trabalhar com fotojornalismo, só se for em outro lugar ou se eu montasse o meu próprio jornal ou revista. Até arrisquei algo do gênero e criei o blog www.espetacolhar.com.br. No espaço citado eu publico registros feitos por mim, assim acabei criando um lugar onde divulgo meu trabalho e acabo fazendo aquilo que gosto. Eis o meu grande problema - Tenho minhas convicções e não acredito que a solução seja viver para trabalhar ao invés de trabalhar para viver.
A vida já é tão curta que, se não soubermos aproveitá-la, ela se vai sem que tenhamos realizados os nossos sonhos e isso, todos nós temos.
No início, o projeto do jornal me deixou bastante intusiasmado, principalmente pelo projeto gráfico. Fotos estouradas (ampliadas) nas páginas, todas coloridas, e uma proposta de imagens fora do clichê fizeram com que eu me dedicasse exclusivamente ao jornal. Com o tempo, problemas inerentes à atividade (jornal) foram surgindo e o bom e velho tesão foi esmaecendo. Mas ainda assim, até o presente momento, estou por lá. A diferença é que, no início, eu e meus colegas de trabalho, eramos funcionários da empresa e hoje, trabalhamos como "freelas". A remuneração foi alterada e com o que eu recebo hoje, não consigo pagar as contas. Minhas economias permitem que eu fique por aqui por mais três meses, porém, existe um detalhe muito importante a ser apresentado à você. Eu não quero ir embora! Os motivos são muitos.
1º Tenho uma pessoa de que não quero me afastar. Minha namorada está na faculdade e têm mais dois anos, contanto com este, para concluir o curso. Sua família é daqui e não têm o porquê seguir, para sabe lá onde, um foto-jornalista sonhador sem rumo.
2º Muitos são os colegas que farão falta. Sou motociclista e gosto de viajar, conhecer pessoas e participar de encontros e aniversários relacionados ao segmento. E faço isso com frequência.
3º Se aqui está difícil, porque seria diferente em outro lugar? O país é o mesmo, o governo é o mesmo, a moeda é o mesma, a educação é a mesma e por aí vai.
4º Neste exato momento, seria mais caro sair da cidade do que enfrentar a bronca. Multas de recisão disso e daquilo, como por exemplo, aluguel, telefone, internet e tals.
E assim seguem os motivos. Minha situação se agrava em função da seguinte realidade: o mercado está fechado para mim. Os profissionais da minha área, além de competentes, não pensam em largar o osso. Trabalhar com fotojornalismo, só se for em outro lugar ou se eu montasse o meu próprio jornal ou revista. Até arrisquei algo do gênero e criei o blog www.espetacolhar.com.br. No espaço citado eu publico registros feitos por mim, assim acabei criando um lugar onde divulgo meu trabalho e acabo fazendo aquilo que gosto. Eis o meu grande problema - Tenho minhas convicções e não acredito que a solução seja viver para trabalhar ao invés de trabalhar para viver.
A vida já é tão curta que, se não soubermos aproveitá-la, ela se vai sem que tenhamos realizados os nossos sonhos e isso, todos nós temos.
